Atletas jovens raramente desenvolvem problemas cardíacos um ano após COVID-19, mostra estudo

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Atletas universitários que contraem COVID-19 e voltam a praticar esportes têm baixo risco de desenvolver problemas cardíacos com risco de vida, de acordo com uma nova pesquisa. Ela sugere que testes cardíacos rigorosos não são necessários.

O estudo acompanhou uma análise de 2021 que pesquisou complicações cardíacas entre atletas que foram infectados pelo novo Coronavírus. A pesquisa anterior encontrou que apenas 1 em 170 estudantes-atletas com COVID-19 desenvolveram problemas cardíacos.

Apesar disso, os pesquisadores queriam ter certeza de que não estavam perdendo nenhum problema grave ou fatal. O estudo descobriu que, após um ano, apenas um atleta teve um resultado cardiovascular adverso – um tipo de batimento cardíaco irregular chamado fibrilação atrial – possivelmente relacionado ao COVID-19. 

Os especialistas não encontraram arritmias com risco de vida, insuficiência cardíaca ou paradas cardíacas relacionadas ao Coronavírus. 

Boas notícias e chamada para ação – para especialistas e pacientes

Com base nas novas descobertas, os autores disseram que os testes de ressonância magnética cardíaca não devem ser administrados a todos os atletas com COVID-19, apenas àqueles com músculos cardíacos inflamados ou outros sinais de alerta, como dor no peito ou dificuldade para respirar.

A infecção leve por COVID-19 oferece um risco extremamente baixo de algo ruim acontecer do ponto de vista do coração. É importante que os médicos acompanhem de perto os atletas para determinar o impacto cardiovascular a longo prazo da doença. 

Além disso, para os pacientes, é necessário entender que esses resultados são indicativos dos benefícios do exercício e da saúde geral, destacam os pesquisadores. Isso é especificamente importante quando se trata de uma infecção viral.

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