Declaração atualiza o que se sabe sobre complicações cardíacas ​​em crianças com COVID-19

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Complicações cardíacas em crianças e jovens adultos infectados com COVID-19 são incomuns, mas tratáveis, de acordo com um novo relatório científico da Associação Americana do Coração. Ele resume o que se sabe sobre como tratar, gerenciar e prevenir os impactos cardiovasculares do coronavírus na juventude.

As crianças infectadas com o coronavírus geralmente apresentam sintomas leves, segundo a declaração. Pesquisas sugerem que elas podem ser menos suscetíveis ao COVID-19 grave porque suas células têm menos receptores para o vírus – e podem ter uma resposta imune menor do que os adultos.

Mesmo que as complicações sejam raras, alguns podem apresentar batimentos cardíacos anormais, inflamação dentro e ao redor do músculo cardíaco ou choque cardiogênico, que ocorre quando um coração enfraquecido não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. 

Os dados e orientações existem, mas especialistas pedem mais estudos no tema

Crianças com sintomas leves ou sem sintomas podem retornar com segurança aos esportes depois de se recuperarem da infecção. Aqueles que sofrem de doenças mais graves devem fazer exames cardíacos que incluem ecocardiograma, exames de sangue e outros para verificar a função cardíaca antes de retomar as atividades.

Raramente, crianças com COVID-19 desenvolvem uma condição chamada síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C), que pode causar inflamação do músculo cardíaco ou das artérias. Isso pode ser tratado e a maioria desses jovens se recupera em quatro semanas.

A declaração apontou que as vacinas contra a COVID-19 reduzem o risco de MIS-C em até 91% e ajudam a proteger as crianças da infecção. Uma análise dos dados indica que os benefícios da vacinação superam qualquer risco de desenvolver inflamação cardíaca rara associada à vacina, chamada miocardite. 

O relatório também analisou o impacto do COVID-19 em populações especiais. Crianças com defeitos cardíacos congênitos (de nascença) parecem ter baixas taxas de infecção e mortes pelo vírus, enquanto aquelas com síndromes genéticas, como a síndrome de Down, têm maior risco de doença grave se infectadas.

 

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