Dieta baseada em vegetais pode reduzir o risco cardiovascular em qualquer idade

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Para adultos jovens ou mais velhos, adotar uma dieta nutritiva à base de plantas pode reduzir o risco de ataques cardíacos e outros tipos de doenças cardiovasculares, segundo dois estudos publicados no Journal of the American Heart Association.

A primeira pesquisa descobriu que, em jovens adultos, optar por essa alimentação reduziu o risco também de derrame, insuficiência cardíaca e vários outros problemas do coração na meia-idade. A segunda confirmou que comer alimentos vegetais que reduzem os níveis de colesterol diminuiu o risco de doenças cardíacas em mulheres na pós-menopausa.

Embora a pesquisa ressalte a importância de comer mais frutas e vegetais, ela não sugere que o vegetarianismo estrito seja necessário para colher benefícios saudáveis ​​para o coração. A recomendação é escolher alimentos os mais naturais possíveis, não altamente processados.

Os pesquisadores destacam que as pessoas podem incluir produtos de origem animal com moderação de vez em quando, como aves e peixes não fritos, ovos e laticínios com baixo teor de gordura.

Alimentação é aliada do coração

Com base na sua ligação com o risco de doenças cardiovasculares, alimentos como frutas, vegetais, feijão, nozes e grãos inteiros foram considerados benéficos, enquanto batatas fritas, carnes vermelhas com alto teor de gordura, salgadinhos, doces e refrigerantes foram considerados adversos.

Os participantes que comeram uma dieta mais benéfica e centrada em plantas, com menos alimentos adversos, tiveram 52% menos probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares durante cerca de 30 anos de acompanhamento.

Na análise de mulheres que consumiam alimentos de uma dieta já conhecida por reduzir o colesterol ruim (LDL), estavam incluídas nozes, proteína vegetal de soja, feijão ou tofu, quiabo, berinjela, laranja, maçã, entre outros.

Mulheres na pós-menopausa que comeram a maior parte desses alimentos tinham 11% menos probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares de qualquer tipo e 14% menos chances de desenvolver doença coronariana, na qual a placa se acumula nas paredes das artérias que levam ao coração.

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