OMS afirma que 80% das mortes por doenças cardíacas poderiam ser evitadas com mudanças de comportamento

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Os benefícios de uma vivência baseada em saúde e cuidados com o corpo e mente já foi amplamente apontada como chave para uma boa qualidade de vida e maior longevidade. Estudos realizados no mundo inteiro concordam com uma principal afirmação: para manter a saúde do coração, o estilo de vida é um fator determinante.

​A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80% das mortes por doenças cardíacas no mundo seriam evitadas apenas com mudanças nos hábitos de vida. Com exceção das doenças congênitas, que são presentes desde o nascimento, outros males que acometem o coração e podem culminar em insuficiência cardíaca são evitáveis.

Gustavo Lycurgo, médico cardiologista, destaca que o combate aos fatores de risco modificáveis que levam a doença cardiovascular definitivamente são caminho para saúde cardíaca. “Atividade física regular, dieta equilibrada e evitar o sobrepeso, assim como interrupção do tabagismo, são sabidamente hábitos que melhoram o prognóstico dos pacientes. Vale lembrar que história familiar de doença cardiovascular precoce e idade são fatores de risco que não conseguimos mudar”, afirma.

O levantamento da OMS também aponta outros fatores, associados a aspectos comportamentais. Como exemplo, estresse crônico pode aumentar a quantidade de hormônios como adrenalina, noradrenalina e cortisol na corrente sanguínea. Essas substâncias elevam a frequência cardíaca e a pressão arterial, podendo prejudicar o coração.

Agilidade e prevenção para reduzir o índice elevado de mortes por doenças cardíacas

O resultado das terapias atuais está diretamente relacionado com um diagnóstico precoce da doença. “Por exemplo, no infarto agudo do miocárdio e o AVC (derrame), o diagnóstico e tratamento precoce reduz drasticamente o risco de morte e sequela”, explica o especialista. 

Atualmente, a prevenção e feita através de consultas regulares a um médico de confiança, responsável por orientar o paciente sobre exames complementares – como eletrocardiograma, MAPA 24h, Holter 24h, ecocardiograma, cintilografia miocárdica, angiotomografia e cateterismo cardíaco – que possam identificar a doença em sua fase inicial. 

Tratamentos medicamentosos ou não medicamentosos, como as mudanças nos hábitos de vida, também podem ser prescritos. “Adotar comportamentos mais saudáveis são tratamentos preventivos que podem ser indicados com segurança para qualquer faixa etária. Já a terapia com remédios, deve seguir sempre a orientação medica e acompanhamento regular do mesmo”, aponta Gustavo.

O cardiologista deve orientar e alertar seus pacientes sobre os riscos de um estilo de vida nocivo à saúde. “Dado o envelhecimento da população mundial, há anos enfrentamos uma pandemia de doenças cardiovasculares. Precisamos atuar de maneira preventiva e reduzir o impacto social e econômico global”, destaca.

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