Problemas cardíacos de nascença aumentam risco de morte e complicações em hospitalizados por Covid-19

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Pessoas que foram hospitalizadas com Covid-19 tiveram até duas vezes mais chances de morrer ou ficar gravemente doentes se também tivessem defeitos cardíacos congênitos, segundo uma nova pesquisa.

Esse grupo também teve riscos maiores de precisar de um ventilador (máquina que ajuda os pacientes a respirar) ou serem tratados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do que pessoas que não tinham nenhum problema no coração.

Ter outra condição de saúde – como insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar, síndrome de Down, diabetes ou obesidade – além de um defeito cardíaco também colocou as pessoas em maior risco para doença grave por Covid-19, especialmente para pessoas com 50 anos ou mais.

Os defeitos cardíacos congênitos ocorrem quando o coração, ou os vasos sanguíneos próximos a ele, não se desenvolvem adequadamente antes do nascimento. Existem mais de uma dúzia de tipos diferentes. Dados relacionando os efeitos de Covid-19 nessa população antes deste estudo foram limitados, segundo os autores.

Medidas de proteção devem ser reforçadas

Comparados aos pacientes sem essas condições, aqueles que tinham cardiopatias apresentaram maiores taxas de internação na UTI (54%), maior uso de ventilador (24%) e maiores taxas de mortalidade (11%). Mas nem todos os pacientes com Covid-19 e defeitos cardíacos tiveram resultados ruins.

Para os pesquisadores, as descobertas sugerem que os profissionais de saúde devem prestar atenção especial aos cuidados preventivos para pessoas nascidas com problemas do coração. Eles também encorajam que os próprios pacientes consultem seus médicos sobre medidas adicionais para gerencias os riscos pessoais.

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