Relatório aponta lacunas nas pesquisas e cuidados de doenças cardíacas em mulheres

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As mulheres continuam sub-representadas nas pesquisas de doenças cardíacas. São necessárias grandes mudanças na forma como a saúde do coração delas é estudada, ensinada e tratada, diz um novo relatório da Associação Americana do Coração.

Segundo a declaração, há uma perda de força na luta contra os principais indicadores de saúde cardiovascular entre as mulheres, incluindo controle de pressão arterial, do peso e diabetes. Alguns fatores de risco de doenças cardíacas também são específicos para elas.

Os riscos são maiores para mulheres que iniciam seu ciclo menstrual com menos de 11 anos ou entram na menopausa antes dos 40 anos. Elas também enfrentam riscos relacionados à pressão alta ou diabetes durante a gravidez, bem como ao uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal. 

As mulheres também são mais afetadas por distúrbios inflamatórios e autoimunes, como lúpus e artrite reumatóide, que estão associados ao aumento do risco de inflamação cardíaca, doença cardíaca e valvar e ataques cardíacos. Ainda existem os riscos relacionados ao tratamento de câncer de mama, útero ou ovário.

Apesar disso, as lacunas na saúde feminina continuam a aparecer 

Comparar as informações entre os sexos posiciona os dados dos homens como o padrão-ouro, diz o comunicado. Crenças como a de que as mulheres que sofrem um ataque cardíaco normalmente terão mais sintomas atípicos carregam um tom de que elas o sofrerão de ‘maneira errada’.

O uso de dados específicos para mulheres pode melhorar o diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas. Mas quase 7 em cada 10 médicos de pós-graduação relataram pouco ou nenhum treinamento sobre conceitos médicos baseados em gênero. 

É preciso abordar urgentemente as brechas generalizadas no conhecimento e na prestação de cuidados de saúde para reduzir as diferenças entre ambos e alcançar a equidade, afirmam os autores. E resolver isso exigirá a ajuda de especialistas em várias áreas.

O relatório recomenda que cardiologistas, médicos de cuidados primários, obstetras e ginecologistas trabalhem juntos para quantificar e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares ao longo da vida de uma mulher. Apenas 44% das mulheres entendem que doenças cardíacas são a principal causa de morte para elas.

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